Concurso Receita Federal: veja como se preparar para Direito Constitucional

O último concurso para auditor-fiscal da Receita Federal foi realizado em 2014, ou seja, há sete anos. Apesar do tempo, o conteúdo programático anterior, ao menos no que tange a Direito Constitucional, pode ser utilizado com referência de estudo. Quem garante é o professor Carlos Molica, que leciona a disciplina na Central de Concursos.

“Não há muito espaço para mudanças de conteúdo no Direito Constitucional, afinal só temos uma Carta Magna. Então, o que pode acontecer é a exploração de um assunto em detrimento de outros, visto a quantidade reduzida de questões, mas o ‘grosso’ das perguntas não muda”, afirmou.

Segundo o professor, a melhor maneira de estudar a disciplina é tentando se identificar com ela, trazendo o aprendizado para o dia a dia. “Nós vivemos direito constitucional diariamente, quer seja através de uma decisão governamental, de uma discussão no Congresso, de uma crise institucional, ou até de um comportamento da sociedade. Se o estudante conseguir entender o porquê daquelas atitudes, baseado no que diz Constituição Federal, fica muito mais tranquilo reter a informação”, explicou.

Durante o estudo de Direito Constitucional, o professor Carlos Molica recomenda que os futuros candidatos a auditor-fiscal da Receita procurem dar atenção especial aos direitos fundamentais, em especial o Artigo 5º da Constituição Federal, e aos assuntos tributários.

O professor chamou a atenção para que os candidatos não esperem o concurso Receita Federal ser autorizado pelo Ministério da Economia para iniciar os estudos. “As pessoas têm a falsa impressão de que somente com alguns dias de estudo estarão preparados para uma prova. Pode ser que, num passado longínquo, tenha sido assim, mas hoje não mais. Há que desenvolver um método, uma rotina, estudar a banca, resolver uma bateria de exercícios, além de muita atualização para acompanhar. Quanto mais cedo começar os estudos, mais a frente estará dos outros candidatos.”

Carlos Molica reforçou a necessidade de os candidatos desenvolverem um método de estudo. Segundo ele, é preciso definir o tempo disponível de estudo, uma quantidade mínima de exercícios a serem feitos todos os dias e identificar as formas que possui mais facilidade de aprender, ou seja, se é lendo, ouvindo, fazendo resumos e fichamentos, entre outros.

“Talvez a pior coisa que um candidato possa enfrentar no início de sua maratona de estudos é aquela pilha de material sobre a mesa e a pergunta: ‘e agora, o que faço e começo por onde?’ Talvez a melhor dica que qualquer professor possa dar a alguém é: determine um método de estudo. Sem uma programação a pessoa fica dando voltas e mais voltas e não sai do lugar”, disse o professor, destacando ainda que será aprovado aquele que se prepara melhor. 

“Você pode passar, pois concurso não é jogo de cartas marcadas. Passa quem se prepara melhor, quem se dedica e quem estuda. Abra mão de alguns prazeres hoje para desfrutá-los com mais intensidade amanhã”, finalizou.