Administração Geral e Pública: disciplina pode surpreender candidatos da Receita

Uma das disciplinas certas de serem cobradas na prova para auditor-fiscal da Receita Federal, cujo edital deverá ser divulgado ainda este ano, é Administração Geral e Pública. Na seleção passada, realizada em 2014, foram cobradas dez questões, com peso um. Dentro do amplo leque de matérias do programa para serem estudadas, muitos candidatos consideram esta uma das tranquilas. No entanto, na visão do professor Fernando Gouveia, da Central de Concursos, é aí que ‘mora o perigo’.

“A disciplina de Administração Geral e Pública costuma enganar os candidatos que as toma como fácil. Na verdade, muitos dos concurseiros acham que se estudarem um pouquinho dela, na hora conseguirão responder às questões utilizando o senso comum. Isso é um engano. Costumo dizer aos alunos que, se o senso comum garantisse vaga no serviço público, teríamos que estudar muito pouco. As bancas usam exatamente essa nossa confiança no senso comum para nos ‘pregar peças’”, alertou o professor.

Fernando Gouveia orienta os futuros candidatos a usarem o programa do concurso anterior como referência de estudo, pois acredita que não deverá sofrer alterações. “Trata-se de um programa bastante sólido dentro dos concursos públicos. Enquanto não sair o edital, recomendo que o concurseiro mantenha os tópicos do edital anterior.”

O professor da Central de Concursos acredita que os assuntos que deverão ser mais explorados em Administração Geral são BSC e qualidade. Já em Administração Pública, gerencialismo e contratos de gestão.  Segundo Fernando Gouveia, para ter um bom desempenho no concurso, o futuro candidato precisa definir uma rotina de estudos que possa cumprir efetivamente, ter disciplina e realizar muitas questões.

“A melhor estratégia é aquela que o concurseiro consegue cumprir! De nada adianta ter uma estratégia campeã se não se consegue segui-la. A dica é estudar sempre! Todos os dias um pouco. Estude um tópico e faça alguns exercícios. Estude outro tópico e faça mais alguns exercícios e assim por diante!”, afirma.

Pela primeira vez na história, o concurso para a Receita Federal não terá a Esaf como organizadora, já que essa instituição não atua mais nesse segmento. Ainda não se sabe qual a banca que será escolhida, mas o professor Fernando Gouveia acredita que haverá mudanças no perfil de prova. Por outro lado, ele considera que o número de questões (dez) de Administração Geral e Pública será mantido, bem com o seu peso (um).

Fernando Gouveia acredita que o Cebraspe será a instituição que deverá substituir a Esaf na elaboração das provas. Ele apontou as diferenças entre as duas bancas em relação à cobrança de Administração Geral e Pública.

“A Esaf costumava associar conceitos diversos na mesma questão, tanto em Administração Pública como Administração Geral. Já o Cebraspe costuma perguntar coisas específicas, mas que exigem associação de conceitos dentro do mesmo tema. Por isso, o concurseiro tem que prestar muita atenção para identificar o assunto apontado pela banca na questão. Um erro nessa identificação pode levar a uma associação incorreta. E, também, deve ter muita certeza na hora de responder, pois não devemos esquecer de que o Cebraspe não gosta que o candidato ‘chute’ uma resposta. Caso erre, ele será penalizando com a anulação de uma resposta correta”, finalizou.