7 passos para ser aprovado no concurso de escrevente do TJ-SP

Confira as dicas do especialista em preparação para concursos públicos, Gabriel Henrique, que já foi aprovado e exerceu o cargo de escrevente 

Não é à toa que o concurso para o cargo de escrevente técnico judiciário do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo (TJ-SP) é um dos mais aguardados pelos concurseiros. Salários acima do mercado para quem tem o ensino médio de escolaridade (R$ 6.301,71), plano de carreira e estabilidade são alguns dos principais responsáveis por atrair milhares de candidatos. 

Saber como se preparar para o dia da prova é essencial. E nada melhor do que alguém que já foi aprovado no concurso para ensinar o caminho até a aprovação. 

Confira, abaixo, as dicas do hoje professor e diretor da Central de Concursos, Gabriel Henrique Pinto: 

1. Conheça o edital do concurso 

O edital é a chave para qualquer concurso público. Não seria diferente com o concurso do TJ-SP. É importante entender que além de determinar o formato da prova, o edital especifica quais assuntos serão exigidos. Compreenda que, por lei, não pode ser cobrado tema que não constava do edital, sob pena de anulação da questão. Portanto, o conteúdo descrito no edital pode ser usado como um guia de estudo. Se você já está dominando um assunto, risque no edital e se concentre nos outros. 

2. Não dê preferência a nenhuma matéria 

Normalmente as notas com que os candidatos são aprovados no concurso do TJ-SP costumam se aproximar de 80/100. Por este motivo a recomendação é estudar tudo o que se exige no edital sem privilegiar ou desprivilegiar nenhuma matéria. 

A tendência natural é estudar mais aquela matéria que se conhece melhor, que normalmente é que a gente mais gosta. Procure controlar esse impulso desenvolvendo um método organizado de estudos que contemple todo o conteúdo. 

A estrutura da prova do TJ, organizada em 3 blocos, cada um valendo 10 pontos, pode gerar a ilusão de que uma matéria (como português por exemplo, que costuma ter quase 30 questões) é mais importante que outra. Cuidado com esta lógica, você tem que ir bem em todos os blocos. Estude para gabaritar. 

3. Simule! 

Quando questionados sobre como se prepararam para o seu concurso, os primeiros colocados de qualquer certame sempre têm um ponto em comum: fizeram milhares de questões de provas anteriores. Sim. Milhares. 

A ideia é muito simples: existem limitadas perguntas que se podem elaborar sobre um mesmo tema. Se eu responder (corretamente, é claro) a perguntas suficientes, vai chegar uma hora em que não haverá nenhuma pergunta que não tenha respondido, e, portanto, saberei as respostas para qualquer prova. 

Para chegar a esse ponto basta todos os dias responder a algumas dezenas de perguntas (umas 20 ou 30 para começar) sobre o tema que estudar. Assim você entende se aprendeu de verdade o tema estudado e já revisa o assunto. Nesse ritmo você responderá a cerca de 1000 questões por mês. 

Especificamente para a prova do TJ isso é muito importante para que se compreenda a forma com a qual a VUNESP, organizadora do concurso, costuma exigir o conteúdo. Por exemplo, ao fazer muitas questões nota-se que, em direito penal, nunca se exigem as penas de cada crime, que, portanto, não precisam ser memorizadas. Este conceito se aplica a todas as matérias. 

4. Inicie sua preparação antes (muito antes) do edital 

Normalmente o período entre a publicação do edital do concurso do TJ e a aplicação da prova é de 2 a 3 meses, curto demais para se preparar adequadamente. A recomendação é que se inicie a preparação para esse certame com pelo menos um ano de antecedência, mas há um problema: ninguém sabe quando será publicado o edital. Solução? Comece a estudar agora! Este é o verdadeiro segredo da aprovação. Use o edital do concurso anterior como guia (será quase idêntico ao da sua prova, pode ficar tranquilo). 

5. Tenha vida fora do concurso 

A preparação para concursos públicos pode deixar o candidato obcecado pelos estudos. A competição por quem estuda mais é visível nos corredores de qualquer curso preparatório. Dizer que passou todos os últimos finais de semana perdido entre livros, sem qualquer contato social pode ser visto como presságio de aprovação por quem tem menos experiência, mas, na verdade, após muitos anos acompanhando milhares de alunos do primeiro dia até a posse, posso garantir que é justamente o anúncio da reprovação. Sim. Acontece que o principal fator determinante de uma aprovação ou reprovação é o psicológico. 

É claro que estudar muito é imprescindível, mas posso declarar sem medo de errar que o desequilíbrio emocional no dia da prova é o principal problema, e esse desequilíbrio é fruto de toda a pressão que se deposita na aprovação. 

Não estou dizendo que não se deve estudar aos finais de semana (até porque há candidatos que só dispõem deste tempo para isso). O que quero dizer é: é importante ter vida para além da preparação para o concurso público. Tenha um dia, ou pelo menos alguns horários na semana para passar com quem você gosta, pensando em qualquer outra coisa que não seja a regra da crase ou a tabela verdade. 

6. Faça outras provas 

Outra forma de manter o equilíbrio no dia da prova do TJ é garantir que esta não seja a primeira prova de concurso de verdade da sua vida. Por mais que você tenha participado de mil simulados, uma situação real de prova tem suas peculiaridades e não seria bacana descobri-las no dia mais importante de todos. Então o negócio é se inscrever para todo concurso que aparecer, mesmo que não tenha nenhuma chance de passar (e já vi muita gente tendo agradáveis surpresas, provavelmente pela ausência total de pressão nessas provas). 

7. Tenha fontes confiáveis de informação 

A informação hoje em dia é universal. Pode ser encontrada em qualquer lugar. Acontece que para se preparar para um concurso é muito importante que se tenha um professor que saiba o que está falando, e mais, que esteja atualizado em relação ao conteúdo. Matérias como informática, legislação e todas as áreas do Direito, por exemplo, (que compõem praticamente 50% do conteúdo da prova do TJ) exigem constante atualização pelos professores porque estão em constante mudança. O mesmo pode se dizer dos materiais didáticos, que se tornam obsoletos ano a ano (sebos são muito legais para comprar livros de ficção e discos de vinil). Tome cuidado para não estudar errado.