24 horas de adrenalina

Conheça a história de Janaína Pacheco, investigadora da Polícia Civil, que virou professora de criminalística, lei orgânica e criminologia.

Em 2011, assim que concluiu o curso, entrou na Central de Concursos. “Eu trabalhava dia sim e dia não, na Guarda Civil. Nos dias de folga, eu estudava”, conta. Às sete da manhã já se debruçava sobre os livros. Às 11h, preparava o almoço e, às 14h, retornava aos estudos. Só parava de novo às 17h30, por meia hora, para depois seguir firme até meia noite. “Você precisa viver o concurso. E eu vivi. No caminho para o trabalho, eu escutava áudios de aulas; no intervalo do trabalho, eu sempre lia algum conteúdo”, relembra.

Tanto esforço valeu a pena. Em dezembro de 2012, a Polícia Civil abriu concurso público. Mas, àquela altura, o sonho já tinha mudado: queria ser investigadora — e não perita. “A gente vê CSI e acha que vai descobrir o autor dos crimes, mas no Brasil não é assim.

A gente vê CSI e acha que vai descobrir o autor dos crimes, mas no Brasil não é assim.

É um papel mais burocrático, recolhe o material do crime e relata em documentos. Eu queria investigação”, diz. E assim foi. Conseguiu a aprovação e, em 2014, depois de quatro meses de preparação na Academia da Polícia, assumiu o cargo de investigadora no Grupo Armado de Repressão a Roubos e Assaltos.

“Quem entra na Polícia se apaixona. É uma profissão cheia de adrenalina, o tempo todo. E não tem nada mais gratificante do que escutar uma pessoa agradecendo por você ter ajudado ou até salvado a vida dela”, explica. A equipe de Janaína é responsável pela parte operacional. Ou seja, quando há um mandado de prisão, é a equipe dela quem vai atrás dos infratores.

Sossego só mesmo durante as aulas de criminalística, lei orgânica e criminologia que leciona na Central de Concursos — uma paixão descoberta há três anos. E nem pensa em parar. O próximo passo é virar delegada. Mas só depois de concluir a faculdade de Direito, que começou no ano passado.